
O Partido Democrata conquistou, na madrugada desta quarta-feira (4), a maioria das cadeiras na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O resultado das eleições de meio de mandato (midterms) foi confirmado pouco tempo após a sigla também garantir o controle do Senado, consagrando assim a maioria absoluta no Congresso norte-americano.
Até o momento, os democratas conseguiram virar 24 cadeiras que anteriormente estavam sob controle republicano na Câmara dos Representantes. Com isso, o partido atingiu a marca de 220 assentos — dois a mais do que o mínimo necessário (218) para garantir a maioria na Casa. Por outro lado, o Partido Republicano contabiliza, até agora, 127 das 435 cadeiras totais da Câmara.
No Senado, o cenário de avanço democrata também se consolidou. A oposição tomou sete cadeiras que pertenciam aos republicanos e manteve o controle de outras 11 vagas já ocupadas pela sigla, alcançando um total de 54 assentos. Já os republicanos contam com 42 cadeiras, conforme apuração detalhada pela agência internacional de notícias Reuters.
Entre as vitórias mais emblemáticas do pleito está a eleição do democrata James Talarico, no Texas. Talarico derrotou o republicano Ken Paxton em um feito histórico para o partido, que não conquistava uma vaga no Senado por este estado há 38 anos. O Partido Republicano também sofreu derrotas significativas em outros redutos tradicionalmente conservadores, como Carolina do Sul e Ohio, onde historicamente mantinha amplo apoio do eleitorado.
Embora o avanço da oposição já fosse antecipado por pesquisas, a vitória democrata representa um duro golpe político para o presidente Donald Trump. Até então, os republicanos mantinham o controle de ambas as Casas do Congresso, o que facilitava a tramitação e aprovação das pautas e projetos de interesse da Casa Branca.
Com o novo cenário legislativo, a tendência é que Trump enfrente forte resistência para avançar com sua agenda política, além do risco iminente de abertura de investigações parlamentares. Entre os pontos centrais de atrito com a oposição estão a escalada militar e a guerra contra o Irã — iniciada sem a autorização prévia do Congresso — e as rígidas políticas anti-imigração implementadas pelo governo federal.
Em entrevista concedida à emissora Fox News, o presidente Donald Trump parabenizou os democratas pela sequência de vitórias, afirmando que os adversários "fizeram um bom trabalho" e "lutaram muito". Ao avaliar o desempenho dos republicanos, Trump atribuiu a responsabilidade aos próprios candidatos do partido e reconheceu que fatores econômicos, como o recente aumento no preço dos combustíveis decorrente do conflito no Irã, impactaram negativamente o eleitorado.
"Eu não vejo isso como um golpe para mim. Tivemos os dois melhores anos da história da presidência", declarou o mandatário norte-americano.
Mais cedo, em declarações ao jornal The New York Times, Trump já havia afirmado que aceitaria o resultado das urnas e demonstrou disposição para dialogar com a nova maioria legislativa.
"Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento", pontuou o presidente.
Fonte: SBT News / Reprodução: do Cidadeverde.com
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