
O avanço da dengue no Piauí continua a preocupar as autoridades de saúde pública. O mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) revela que o estado já contabiliza 11 mortes confirmadas em decorrência da doença. Ao todo, o Piauí soma 8.300 casos confirmados, 405 registros com sinais de alarme e um volume expressivo de 14 mil casos considerados prováveis apenas este ano. Além disso, 26 pacientes evoluíram para a forma grave da enfermidade.
O perfil das vítimas fatais acende um alerta para a vulnerabilidade de toda a população, abrangendo desde crianças até um idoso de 90 anos. O óbito confirmado mais recente foi o de uma menina de apenas dois anos de idade, natural do município de Pio IX, que faleceu no Hospital Regional Justino Luz, em Picos.
Uma nova suspeita de óbito por dengue na capital, Teresina, está sendo rigorosamente apurada. Em nota oficial, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que os primeiros exames laboratoriais realizados não confirmaram o agravo como causa da morte, mas que aguarda o resultado de exames complementares para encerrar o caso (veja a nota na íntegra ao final da matéria).
Embora todas as faixas etárias estejam igualmente expostas ao vírus, o Ministério da Saúde alerta que idosos e portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, possuem um risco significativamente maior de desenvolver complicações graves e evoluir para o óbito.
De acordo com os parâmetros médicos, a dengue é uma doença febril aguda e dinâmica. Embora a maior parte dos pacientes se recupere, uma parcela pode progredir para formas graves. Especialistas reiteram que a quase totalidade das mortes por dengue é evitável, dependendo diretamente da agilidade e da qualidade da assistência prestada pela rede de saúde.
Atualmente, o principal imunizante disponível no país é a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda. Recentemente, o Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina que vinha sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante nacional estava em fase de testes práticos, sendo aplicado em profissionais de saúde e moradores de municípios selecionados, mas teve o processo interrompido temporariamente para avaliações.
Para ajudar a população a identificar os riscos e agir a tempo, confira os principais sintomas e as formas de combater o mosquito Aedes aegypti (transmissor da doença):
Febre alta súbita;
Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos;
Enjoo e vômitos leves;
Prostração e moleza corporal;
Dores intensas nas articulações;
Manchas vermelhas pelo corpo.
🚨 Atenção: A presença de qualquer um desses sintomas pode indicar evolução para dengue grave:
Dor abdominal intensa e contínua;
Vômitos frequentes e persistentes;
Tontura ou sensação de desmaio;
Dificuldade para respirar;
Sangramentos (no nariz, gengivas ou fezes);
Cansaço extremo e/ou irritabilidade.
Eliminação de focos: Remova de dentro e do entorno dos domicílios qualquer recipiente que possa acumular água parada (garrafas, pneus, vasos de plantas);
Vedação: Mantenha caixas d'água, cisternas e reservatórios completamente vedados;
Manutenção: Limpe e desobstrua calhas, lajes e ralos regularmente;
Proteção individual: Utilize telas em janelas e portas, além de repelentes em áreas com transmissão registrada;
Cidadania: Participe e colabore com as ações de fiscalização, prevenção e controle executadas pelos agentes de saúde do SUS.
"A Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde-DVS, informa que um caso de óbito por suspeita de dengue está em investigação, entretanto os resultados dos exames realizados inicialmente não confirmaram a causa por esse agravo. Estamos aguardando a conclusão dos demais resultados de exames para o encerramento da investigação e esclarecer a causa do óbito."
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