
O município de Valença do Piauí encerrou com chave de ouro, neste domingo (05), a 38ª edição do Festival Cultural de Quadrilhas Juninas, o "Arraiá do Gorgulho". O encerramento foi marcado por apresentações de alto nível que reuniram um grande público no tablado do evento, consolidando o festival no calendário cultural piauiense.
A noite final contou com o brilho de grupos locais e o destaque de grandes juninas do estado, como a Verde e Amarelo (Picos), Chapéu de Palha (Teresina) e Junina Furacão (São João da Varjota).
O secretário municipal de Cultura e Turismo, professor Leilivan Martins, celebrou o sucesso do planejamento e a adesão popular:
"Proporcionamos mais uma vez um dos maiores festivais juninos do Piauí. Foram noites incríveis de muito São João, arrasta-pé e tradição. Conseguimos fazer com que os valencianos e todo o Vale do Sambito prestigiassem um evento feito para as famílias e para todos os públicos", afirmou o secretário.
Com quase quatro décadas de história, o Arraiá do Gorgulho se destaca por fortalecer laços familiares e regionais. Um exemplo disso é o produtor cultural José Cláudio, antigo coreógrafo e produtor de quadrilhas no festival, que hoje acompanha o legado sendo continuado por seu irmão, Manoel Barbosa.
"Conheço o Arraiá do Gorgulho há muitos anos e tive uma participação ativa nele. O festival é a grande vitrine que temos no Vale do Sambito", destacou José Cláudio, emocionado ao ver o irmão dar continuidade ao trabalho artístico na região.
Manoel Barbosa, que atuou como marcador da Quadrilha Verde e Amarelo, ressaltou os bastidores e os desafios enfrentados pelos grupos juninos, especialmente os de cidades menores:
"Os grupos enfrentam muitas dificuldades e falta de apoio, mas a gente luta. Trabalhamos durante seis ou sete meses para viver 25 minutos de pura adrenalina na quadra. A quadrilha é uma família; a gente partilha fins de semana, ensaios e a vida inteiros juntos", pontuou Manoel, sintetizando o espírito do movimento quadrilheiro.
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