
Por Redação / Portal Valença Online (com informações do SBT News e Cidadeverde.com)
Em meio às repercussões das denúncias envolvendo o Banco Master e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu abertamente a realização de uma reforma no Poder Judiciário brasileiro. As declarações foram feitas durante sabatina transmitida pela TV Globo na noite de quinta-feira (15).
Ao comentar as suspeitas que pairam sobre encontros e relações profissionais entre magistrados e o ex-controlador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, Lula citou nominalmente membros da Corte Suprema e cobrou mudanças estruturais na escolha dos ministros.
"O Moraes era o mais implicado, o Toffoli também está, o André Mendonça também e o Kássio também. Estão todos implicados agora", declarou o presidente, referindo-se aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Para o chefe do Executivo, a dimensão do caso exige uma postura firme das instituições e o debate de medidas concretas para evitar o desgaste da credibilidade do Judiciário perante a opinião pública. Entre as propostas mencionadas por Lula estão a fixação de mandatos por tempo determinado para os ministros do STF — que atualmente possuem cargos vitalícios até a aposentadoria compulsória aos 75 anos — e o aprimoramento dos critérios de indicação para o cargo.
"Não tem como imaginar que a sociedade vai aceitar colocar um tapete em cima disso. A partir do que aconteceu, vamos ter que discutir uma reforma do Judiciário. A partir disso, vamos ter que discutir critérios para escolher pessoas para o STF e mandato para as pessoas", enfatizou.
A declaração do presidente ocorre na esteira de uma série de reportagens investigativas divulgadas ao longo dos últimos meses. As apurações trouxeram à tona conexões variadas entre ministros do STF — incluindo, além dos citados, os ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes — e o banqueiro Daniel Vorcaro.
As situações relatadas pela imprensa envolvem desde agendas de encontros informais a contratos milionários e prestação de serviços por escritórios de advocacia ligados a familiares de membros do tribunal. Apesar das diferentes gradações de cada caso, o conjunto de revelações aumentou a pressão política e social por maior transparência e controle de conflitos de interesse na mais alta Corte do país.
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