
O Ministério da Saúde vai repassar R$ 1,5 milhão à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) para a compra emergencial de medicamentos e insumos destinados ao Hospital São Marcos, em Teresina. Com a medida, a unidade de saúde retoma o atendimento a novos pacientes oncologicos a partir desta quinta-feira (22).
A decisão foi tomada após uma auditoria do Ministério da Saúde na unidade, iniciada na última segunda-feira (18), motivada pela suspensão dos novos atendimentos. Os técnicos da União constataram um déficit crítico de materiais essenciais para o tratamento contra o câncer, recomendando o aporte imediato para normalizar os serviços.
Segundo o diretor-técnico do Hospital São Marcos, Marcelo Martins, a Sesapi já recebeu a lista dos insumos necessários e iniciou o processo de aquisição. O Ministério da Saúde informou ainda que, caso haja necessidade comprovada, novos aportes financeiros poderão ser liberados.
Fila de espera: Cerca de 190 novos pacientes cadastrados na Fundação Municipal de Saúde (FMS) aguardavam a regulação para iniciar o tratamento e agora serão chamados gradualmente.
Apesar da liberação do recurso emergencial, a direção do hospital destaca que a solução definitiva depende da assinatura de um novo contrato de prestação de serviços. A instituição alega que a tabela do SUS está defasada e não cobre os custos reais da alta complexidade em oncologia.
A intenção da unidade é obter uma complementação orçamentária para alinhar os repasses aos custos reais da operação, modelo que já é adotado em outros estados do país.
Os novos atendimentos no Hospital São Marcos estavam suspensos desde o dia 3 de julho. A instituição alegava um déficit mensal superior a R$ 4 milhões nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).
O custeio do hospital funciona por meio de um contrato tripartite entre União, Estado e Município:
Município (Teresina): Responsável por 60% dos recursos.
Governo Federal: Responsável por 25%.
Governo do Estado (Sesapi): Responsável por 15%.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) questiona a divisão atual, argumentando que a capital arca com a maior fatia financeira, embora a maior parte dos pacientes venha de outros municípios do Piauí. Por sua vez, o Governo do Estado afirma que segue cumprindo rigorosamente o repasse de sua cota acordada.
Fonte: Cidadeverde.com / Por Jade Araujo
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