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Ministério da Saúde libera R$ 1,5 milhão e Hospital São Marcos retoma atendimento a novos pacientes de câncer no PI

Repasse emergencial via Sesapi garante a compra de medicamentos e insumos. Cerca de 190 pessoas aguardam na fila de regulação para iniciar o tratamento.

22/07/2026 às 11h55
Por: Redação
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 Foto: Ascom / Hospital São Marcos
Foto: Ascom / Hospital São Marcos

O Ministério da Saúde vai repassar R$ 1,5 milhão à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) para a compra emergencial de medicamentos e insumos destinados ao Hospital São Marcos, em Teresina. Com a medida, a unidade de saúde retoma o atendimento a novos pacientes oncologicos a partir desta quinta-feira (22).

A decisão foi tomada após uma auditoria do Ministério da Saúde na unidade, iniciada na última segunda-feira (18), motivada pela suspensão dos novos atendimentos. Os técnicos da União constataram um déficit crítico de materiais essenciais para o tratamento contra o câncer, recomendando o aporte imediato para normalizar os serviços.

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Segundo o diretor-técnico do Hospital São Marcos, Marcelo Martins, a Sesapi já recebeu a lista dos insumos necessários e iniciou o processo de aquisição. O Ministério da Saúde informou ainda que, caso haja necessidade comprovada, novos aportes financeiros poderão ser liberados.

Fila de espera: Cerca de 190 novos pacientes cadastrados na Fundação Municipal de Saúde (FMS) aguardavam a regulação para iniciar o tratamento e agora serão chamados gradualmente.

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Hospital busca reajuste de valores e novo contrato

Apesar da liberação do recurso emergencial, a direção do hospital destaca que a solução definitiva depende da assinatura de um novo contrato de prestação de serviços. A instituição alega que a tabela do SUS está defasada e não cobre os custos reais da alta complexidade em oncologia.

A intenção da unidade é obter uma complementação orçamentária para alinhar os repasses aos custos reais da operação, modelo que já é adotado em outros estados do país.

Relembre o impasse financeiro

Os novos atendimentos no Hospital São Marcos estavam suspensos desde o dia 3 de julho. A instituição alegava um déficit mensal superior a R$ 4 milhões nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).

O custeio do hospital funciona por meio de um contrato tripartite entre União, Estado e Município:

  • Município (Teresina): Responsável por 60% dos recursos.

  • Governo Federal: Responsável por 25%.

  • Governo do Estado (Sesapi): Responsável por 15%.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) questiona a divisão atual, argumentando que a capital arca com a maior fatia financeira, embora a maior parte dos pacientes venha de outros municípios do Piauí. Por sua vez, o Governo do Estado afirma que segue cumprindo rigorosamente o repasse de sua cota acordada.

Fonte: Cidadeverde.com / Por Jade Araujo

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