
VALENÇA DO PIAUÍ – O governador do Piauí, Rafael Fonteles, utilizou suas redes sociais para reafirmar o compromisso com a interiorização do ensino superior no estado. O novo cronograma de expansão destaca Valença do Piauí como um dos municípios estratégicos para receber investimentos, com destaque para o aguardado retorno dos cursos presenciais da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).
De acordo com o chefe do Executivo estadual, o plano contempla a criação de 20 novas unidades de ensino presencial, distribuídas em 20 municípios piauienses. O projeto é ambicioso e integra diferentes instituições de renome para fortalecer a formação técnica e acadêmica no interior:
UESPI: Retomada e ampliação de cursos presenciais.
IFPI: Expansão da rede de Institutos Federais.
PIT & IMPA Tech: Foco em tecnologia e matemática de alto nível.
“Ainda neste mês, vamos lançar as novas unidades presenciais. É mais acesso ao ensino em todas as 28 microrregiões, levando oportunidade, formação e tecnologia para mais perto das pessoas. A expansão é estratégica para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, afirmou Fonteles.
Para a população valenciana, o anúncio renova a esperança de ver o campus da UESPI novamente pulsante. Embora o tema venha sendo debatido desde outubro de 2023, o planejamento atual trabalha com uma projeção cautelosa: a retomada plena das atividades presenciais no município é prevista para 2027.
Este prazo se deve à necessidade de uma reestruturação profunda. Diferente de gestões passadas, o foco agora parece ser a sustentabilidade do projeto. Para que o campus funcione, o Governo e a reitoria da UESPI precisarão cumprir etapas cruciais:
Logística e Infraestrutura: Adequação física dos prédios e laboratórios.
Corpo Docente: Realização de concursos ou contratações para garantir professores efetivos.
Grade Acadêmica: Definição de cursos que atendam à demanda e vocação econômica da região.
Historicamente, a UESPI foi o principal motor de formação profissional em Valença e cidades vizinhas. No entanto, o modelo de expansão anterior — que priorizou o alcance geográfico em detrimento do planejamento orçamentário e estrutural — levou ao sucateamento das unidades e ao encerramento gradual das graduações presenciais.
A meta atual, segundo interlocutores do governo, é corrigir esses erros históricos, garantindo que o retorno do ensino superior em Valença não seja apenas uma promessa política, mas um centro de excelência em educação e tecnologia para o Vale do Sambito.
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