
VALENÇA DO PIAUÍ — A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Valença do Piauí divulgou, nesta terça-feira (27), uma nota pública de repúdio contra iniciativas que buscam constranger, expor ou prejudicar empresários locais em razão de suas convicções políticas. O posicionamento da entidade ocorre em reação à recente circulação de listas com nomes de estabelecimentos comerciais da cidade em grupos do WhatsApp, acompanhadas de mensagens que incentivam o boicote por parte da população.
No documento oficial, assinado pelo presidente da instituição, Indelson Melão Lopes, a CDL classifica como "lamentável" o uso de divergências partidárias como pretexto para retaliações financeiras e ataques ao setor produtivo. A liderança alerta que atitudes dessa natureza ultrapassam o campo do debate de ideias e geram prejuízos diretos não apenas aos proprietários, mas a trabalhadores, famílias e a toda a cadeia econômica que depende da atividade comercial valenciana.
"Em uma sociedade democrática, pensar diferente não deve ser motivo de perseguição, discriminação ou retaliação. A liberdade de opinião é um direito de todos, e o respeito às diferenças deve prevalecer independentemente de partidos, candidatos ou posicionamentos políticos", destaca a nota da entidade.
Além de rebatê-las, a instituição fez questão de ressaltar o papel estratégico do setor para o município. Cada loja e empresa local representa investimentos privados, geração de renda, tributos e empregos diretos e indiretos para a população.
Segundo a nota, o fortalecimento da livre iniciativa e o respeito ao trabalho diário dos empreendedores devem estar acima de disputas partidárias passageiras.
"O comércio não pode ser tratado como campo de batalha política", enfatiza o documento, reforçando que divergências ideológicas não podem servir de instrumento para a divisão social ou para desestabilizar quem atua diariamente na manutenção da economia local.
Ao concluir a manifestação, a CDL de Valença do Piauí reafirmou seu compromisso intransigente com a defesa da classe empresarial e a valorização do comércio da cidade, apelando à maturidade democrática e ao respeito mútuo entre os cidadãos.
"Respeito não tem partido. Trabalho merece consideração. E o comércio local merece ser valorizado, não usado como alvo de disputas políticas", finaliza o texto assinado nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026.
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