Uma postura correta é definida quando é possível observar o alinhamento do corpo, parado ou em movimento. O corpo mantém sua postura pela ação dinâmica de forças aplicadas sobre ossos e músculos. A postura ideal é aquela onde essas forças sustentam e conduzem o corpo sem sobrecargas, com a máxima eficiência e o mínimo de esforço.

            A manutenção da postura ereta exige uma ação mútua do corpo humano. É necessário um alinhamento e controle de vários segmentos corporais assim como pequenas oscilações do corpo para manter o equilíbrio.

            Esta ação mútua do corpo é devido a interação dosistema somatosensorial (figura 1),sistema vestibular( figura 2), visual, neural e musculoesquelético, o que inclui as relações biomecânicas entre os segmentos corporais.

O alinhamento incorreto, ou modificado por pequenos desvios, pode alterar a distribuição do peso do corpo, o que pode acarretar má distribuição de pressão sobre as superfícies articulares, contribuindo para que haja degeneração nas articulações e tensões musculares inadequadas.

            O corpo sofre constantemente ação da força gravitacional. Para que o corpo  possa se sustentar em qualquer postura, é necessária uma força antigravitacional, que é feita pelos músculos. A resultante entre estas duas forças opostas chama-se centro de gravidade corporal. A posição do centro de gravidade do corpo humano depende da posição do corpo.

Os comprometimentos comuns associados às disfunções posturais são: dor por sobrecarga biomecânica; comprometimento da mobilidade devido à restrição de músculos, articulações ou fáscias; comprometimento muscular associado à fraqueza, devido às más posturas sustentadas; controle postural insuficiente pelos músculos estabilizadores; senso sinestésicos de postura alterado associado a maus hábitos posturais prolongados; falta do conhecimento do controle e da biomecânica vertebral saudável.

  Considerando que o sistema musculoesquelético é composto por várias cadeias musculares que são integradas umas as outras, qualquer desarranjo de um segmento do corpo irá desorganizar os outros segmentos.

 

As imagens nas cores preta representam os conjuntos musculares posteriores e anteriores responsáveis pela manutenção da postura ereta. (SOUCHARD, 1989, p.82)

            Esse conjunto de músculos (com seus ligamentos e fáscias – as membranas que revestem os músculos), juntamente com os ossos e articulações da coluna  vertebral, são os principais responsáveis pelo equilíbrio do corpo e são fundamentais para a qualidade (melhor ou pior) dos movimentos corporais. O conhecimento das bases biomecânicas da postura estática é fundamental para a compreensão do equilíbrio corporal.

O método Pilates foi criado pelo alemão Joseph HubertusPilates, que passou mais de 30 anos estudando o corpo humano.O método surgiu aproximadamente, em 1920, sendo responsável por desenvolver mais de 500 exercícios com o objetivo de proporcionar ganho de força, concentração da mente e correção postural. É um sistema de treinamento onde o corpo, a mente e o sistema respiratório são trabalhados simultaneamente.

            O reconhecimento internacional do Método Pilates foi obtido na década de 80 e seu reconhecimento no campo da reabilitação na década de 90.

            Os exercícios que compõem o MétodoPilates envolvem contrações isotônicas e, principalmente, contrações isométricas com ênfase no centro de força, (powerhouse) que é composto pelos músculos abdominais, pelos glúteos e pelos paravertebrais lombares, que são responsáveis os pela estabilização estática e dinâmica do corpo humano. Na realização dos exercícios, a expiração é associada à contração do diafragma, do transverso abdominal, dos multífidos e dos músculos do assoalho pélvico.

Uma das grandes vantagens está na melhora da autoestima, humor e disposição do praticante, uma vez que ele consegue realizar uma série de exercícios físicos que até então não se julgava capaz. O Pilates oferece um atendimento personalizado, realizando um trabalho corporal direcionado às pessoas com limitações físicas.

            Após 60 sessões de intervenção, os pacientes submetidos ao Pilates, dependendo da história clínica, apresenta diminuição da distância cérvico-torácica no plano sagital, aumento da altura dos ombros e escápulas na posição de costas, enfatizando o alinhamento postural da coluna e dacintura escapular e pélvica. Acredita-se que tantoo fortalecimento como o alinhamento posturalauxiliem na melhora dos desvios posturais da coluna que podeminterferir nas oscilações do corpo, dificultando oequilíbrio estático.

Os exercícios utilizados para trabalhar o equilíbrio de um paciente com alterações posturais, geralmente, são compostos por:

  • Fortalecimento de quadril eestabilização de tronco
  • Equilíbrioe alongamento de tronco
  • Alongamento dos músculos doquadril e tronco

O método Pilates proporciona ofortalecimento dos músculos do centro de força, e da cintura escapular e pélvica que promovem aestabilidade posterior para o tronco, contrapondo-seà ação da gravidade, gerando resistência paramanter-se na posição ortostática e melhorando oequilíbrio dinâmico,além de melhorar o controle e a precisão dos movimentos dos membros inferiores e superiores.

            Com base em todo o conteúdo pesquisado, chega- se a conclusão de que o Método Pilates é benéfico em todos os sentidos, e que tem a verdadeira função quando o assunto é alinhamento postural. Acredita-se que o Método Pilates, como atividade física regular, possa ser reconhecida como medida capaz de diminuir os níveis de riscos de diversos problemas, aumentando a capacidade funcional, e consequentemente, melhorando a qualidade de vida.

Fonte: abaixo

– BRICOT B. Posturologia. São Paulo: Ìcone, 2001.

– MUSCOLINO JE, CIPRIANI S. Pilates and the “Powerhouse” – II. Journal of bodywork and movement therapies. 8,122-130, 2004. Disponível em: <http//www.elsevierhealth. com/journals/jbmt>

– HAMILL J, KNUTZEN K. As bases Biomecânicas do Movimento Humano. 1. ed. São Paulo: Manole, 2002

– Postural changes and pain in the academic performance of elementary school students. RevistaFisioterapia do Movimento, 2016.

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