Em entrevista coletiva, o Departamento de Homicídio e Proteção Pessoa (DHPP) divulgou na manhã desta segunda-feira (30/07) que prendeu o suspeito de assassinar com um tiro no peito o dono da Academia Medley, em Teresina.

Marcelo Henrique Amorim da Silva foi assassinado na frente da sua empresa, na Zona Sul de Teresina, no dia 9 de julho.

Empresário assassinado
Empresário assassinado    Reprodução TV Antena 10  

O suspeito do crime, Leandro Rodrigues de Sousa, de 21 anos, quando menor foi fichado por sete crimes, entre eles um latrocínio também na Zona Sul da capital, em 2013, onde um comerciante foi morto. Quando maior, foi detido por outros três crimes, entre eles roubo e receptação.

A PRISÃO
Leandro foi preso 21 de julho. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a desvendar o crime. Além do vídeo divulgado nas redes sociais, a polícia tinha registros do crime de outro ângulo que mostrava toda a ação do homem.

Na imagem, ele retira da mochila a arma usada no crime. O assalto é anunciado e a vítima é atingida pelo disparo. A polícia acredita que o tiro pode ter sido efetuado durante a abordagem ou após Marcelo esboçar a corrida em direção ao assaltante. Leandro fugiu pela Avenida Maranhão no carro da vítima.

No momento do assalto ao proprietário da academia, a polícia afirma que o suspeito poderia ter abordado até mesmo a mulher da vítima, que estava mais próxima, mas preferiu levar o carro de Marcelo, porque o mesmo estava sozinho.

“Tinham outras pessoas passando na calçada, ele vai direto na vítima. O alvo dele era o carro. Nesse momento ele aborda a vítima. O momento em que ela aborda a vítima é o momento do estresse. Pessoa da vítima tem duas reações: ou eu travo, ou nem puxa o celular para entregar, ou vou ter uma reação biológica, física de tentar sair daquilo, então eu vou tentar derrubar o rapaz, eu vou correr, eu tomo alguma atitude que o meu raciocínio não consegue chegar”, disse o delegado Robert Lavor.

O carro levado foi utilizado em dois roubos, que era a finalidade pela qual foi tomado. O primeiro roubo foi realizado às 19h40 da noite de 9 de julho, em um posto de gasolina. A polícia tinha também imagens do roubo.

Câmeras flagraram o mesmo homem, ainda com as vestes em que aparece no vídeo durante o latrocínio contra Marcelo Amorim. Na cabeça, o homem tinha um boné, que a polícia afirma que Leandro teria colocado para dificultar o reconhecimento, pois a morte de Marcelo já havia sido noticiada e as imagens em que aparecem também eram públicas.

No posto de combustíveis, a ação acontece logo depois da saída de todos os clientes. Leandro e mais três homens, que o ajudaram no roubo, estavam dentro do veículo. Eles abordam dois frentista do estabelecimento e um motociclista.

O delegado Robert Lavor comenta que “ele tem o total domínio da situação, ele esperou sair a máxima quantidade de pessoas. O primeiro vem aborda o frentista, já anuncia o assalto para ficar todo mundo parado. O segundo vai, abri a porta do lado esquerdo. Já abordou o segundo frentista e o terceiro fica de olho no rapaz da moto”.

Na sequência, eles empreenderam a fuga do posto pelo Rodoanel, em uma rota que a própria polícia não soube encontrar. O automóvel foi queimado em uma estrada vicinal.

Muitas denúncias foram feitas à polícia, o que necessitou uma filtragem apurada. Foi então que a investigação chegou a Leandro Rodrigues de Sousa.

“Um indivíduo de apenas 21 anos de idade, no entanto com uma ficha extensa. Quando menor ele possui sete atos infracionais que viraram procedimento, porque o menor só responde por procedimento quando é crime de grave ameaça, crime normal ele só assina o BO e vai liberado com a mãe ou com o conselheiro. Um deles é um latrocínio. Cinco anos atrás, no dia 8 julho de 2013 ele tirou a vida de um pai de família. Quando maior, três crimes, um deles de roubo condenado a seis anos e quatro meses de reclusão”, afirmou o delegado.

Ele tem uma extensa ficha criminal. Quando ainda era menor, Leandro foi apontado em sete crimes, inclusive crimes de grave ameaça, que viraram procedimento. Em 8 de julho de 2013, ele cometeu um latrocínio contra um comerciante na zona Sul de Teresina, no qual recebeu medida protetiva e passou apenas três anos preso.

Em 2016, ele consegue fugir da Penitenciária Major Cesár, em que cumpria prisão de seis anos por roubo. Capturado novamente, ele foi levado para o CEM, para concluir a pena dos crimes de quando era menor. Após um erro entre o sistema prisional e o CEM, Leandro foi solto, em janeiro deste ano.

“Em janeiro deste ano ele sai. Teve uma falha entre a comunicação do CEM e o sistema da justiça. Como ele tinha foragido da Major César, regrediu do regime semiaberto para o fechado, então ele teria que estar preso, tinha um mandado de prisão já expedido. Ele consegue sair nesse período e nesse lapso ele consegue cometer esse crime”, disse Robert Lavor.

A família de Leandro foi encontrada e confirmou que ele era o autor da morte do educador físico, e ainda relatou que o mesmo havia dito que não deixaria de realizar crimes.

Ele foi preso em um baile de reggae, com uma motocicleta roubada, no dia 21 de julho. Na ocorrência, ele se identificou pelo nome do irmão, que também era o dono da roupa que Leandro usou durante o latrocínio e outros assaltos, a mesma que facilitou o reconhecimento dele.

No dia seguinte, o nome de Leandro foi revelado. Ele foi encaminhado para o DHPP para ser ouvido e confessou o crime. Leandro será levado para o sistema prisional e ficará a disposição da justiça.

Foto: 180Graus

Fonte: 180Graus

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