A Prefeitura da cidade desmentiu a informação de que teria decretado estado de calamidade. Secretaria Municipal de Educação fala em ceder escolas para abrigar famílias.

No final da manhã de hoje (04) foi realizada uma reunião com representantes da Prefeitura Municipal de Picos e secretários municipais para tratar da questão das fortes chuvas que caíram sobre a cidade nos últimos e causaram danos à estrutura física do município e prejuízos aos moradores. Equipes da Defesa Civil de Picos traçaram demarcações nos locais que são consideradas áreas de risco e informou que irá destinar equipes para atuar especificamente nestes pontos.

De acordo com o secretário municipal de Trânsito de Picos, Edilberto Cirilo, entre as áreas de risco demarcadas estão o bairro Junco e bairro Pantanal, onde as águas da chuva desciam com maior fluxo e invadiram a pista, colocando em risco a segurança de quem transitava pelos locais. Nestes pontos, foram construídas barreiras para conter a quantidade de veículos trafegando e evitar possíveis acidentes. A ponte que liga os bairros Ipueiras e Junco teve que ser interditada devido ao aumento do nível do Rio Guaribas, que recebeu um grande volume de chuva em sua nascente.

Mais para o Centro de Picos, as equipes do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar estão trabalhando para controlar o fluxo de veículos nas ruas que ficaram alagadas. A ladeira que dá acesso ao bairro Bomba cedeu em uma parte, impossibilitando a passagem de carros e motos e a Prefeitura pede que até os pedestres evitem passar pelo local enquanto que os reparos são feitos.

A Secretaria Municipal de Educação de Picos informou que, se for o caso, disponibilizará algumas unidades escolares para abrigar famílias que precisem deixar suas moradias por conta dos riscos de deslizamento e enchentes. A Prefeitura de Picos desmentiu ainda a informação de que teria decretado estado de calamidade na cidade. O decreto não foi dado e, no momento, as autoridades competentes estudam maneiras de amenizar os impactos da chuva na região.

Iniciada às 11h06min

O município de Picos, situado na região Centro-Sul do Piauí, tem sofrido com as chuvas que caem desde o final de semana. Na madrugada de segunda para terça-feira a chuva intensificou e provocou alagamentos e muitos transtornos para motoristas e pedestres em praticamente toda a cidade

Foto: Reprodução

Bruna Moura Fé é estudante do curso de Comunicação Social, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) – Campus de Picos e relata as dificuldades que os moradores estão tendo com esta manhã chuvosa. “A chuva estava intensa até às 7h30, mas vem diminuindo aos poucos. Aqui a situação está difícil, porque as ruas estão alagadas e praticamente toda a cidade está embaixo d’água. A Avenida Transamazônica, a principal da cidade, está tomada pela água e os carros estão tendo dificuldade para trafegar porque a correnteza é forte e fica próximo de escolas e os alunos não conseguem atravessar”, conta.

Os carros que estão conseguindo passar de um lado para o outro da avenida precisam reduzir a velocidade, tanto por conta do volume de água como pelos buracos presentes na pista. As pistas da lateral da avenida também estão alagadas e com muitos buracos. E a dificuldade é ainda maior para motociclistas e ciclistas.

“Quem é da cidade e sabe mais ou menos como é a estrada até consegue desviar dos buracos, mas quem não é acaba se prejudicando e indo mais devagar, com isso forma um grande congestionamento de veículos. E ainda tem a questão de que os motoristas precisar ir devagar para não molhar os pedestres e alunos que estão indo para a escola. Eu mesma tomei um banho de um motorista”, acrescenta a estudante.

O acesso às escolas também está prejudicado por conta da chuva e alguns alunos não estão conseguindo chegar. Bruna Moura conta que, quem tem veículo próprio está conseguindo se deslocar, mesmo com dificuldade, mas quem precisa ir para a escola a pé está praticamente ilhado e impossibilitado devido à correnteza ser muito forte. Próximo ao Ministério Público há um bueiro entupido. Com isso, não é possível dar vasão à água, que se acumula nas ruas próximas.

Fonte: portalodia.com Por Isabela Lopes

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