Uma brincadeira perigosa e que pode acabar em tragédia. Apesar de estarem diminuindo a cada ano, os incidentes envolvendo raio laser e aeronaves ainda são comuns na aviação brasileira. Em 2018, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o aeroporto Senador Petrônio Portela, em Teresina, registrou quatro ocorrências. Pode parecer pouco, mas o suficiente para causar um acidente de proporções inimagináveis.

Foto: Divulgação/Infraero

Os incidentes ocorrem com mais frequência no período noturno. Em Teresina, só na madrugada do dia 02 de fevereiro de 2018, dois casos foram registrados envolvendo aviões da Gol. O primeiro, por volta de 1h30, aconteceu quando a aeronave fazia aproximação final e por instrumentos. O piloto reportou ao controlador de voo distração e o ofuscamento da visão por conta do laser, que tinha cor verde.

No mesmo dia, às 10h26, um novo incidente e também com uma aeronave da Gol. O controlador registrou os mesmos efeitos do laser no piloto da aeronave. Nos dois casos, a brincadeira parecia intencional, conforme relatado ao Cenipa.

No dia 11 de maio, às 20h25, um aeronave da Sideral Air também foi vítima de raio laser ao se aproximar para pousar em Teresina. O laser, de cor verde, causou distração no piloto.

A última ocorrência do ano aconteceu às 20h57 do dia 29 de setembro. A aeronave, um King Air de prefixo PT-WSX, fazia uma aproximação final quando foi surpreendida também com um laser verde. Segundo o relatório do controlador de trafégo na época, a incidência do laser parecia intencional, o que terminou por causar distração e ofuscamento de visão do piloto.

Em todo o ano de 2018, foram registradas 418 notificações de disparos de laser contra aviões, sendo São Paulo o campeão com 111 casos, seguido de Minas Gerais (58) e Rio de Janeiro (34). Segundo o Cenipa, de 2009 a 2017 foram 7.184 notificações, sendo o quantitativo de maior ocorrências registrado em 2012, com 1.774 casos.

Além das tripulações, os controladores de tráfego também são vítimas. De 2009 a 2016, 44% das ocorrências foram com esses profissionais. Pilotos somaram 16%.

Além da distração e o ofuscamento, o laser pode causar cegueira temporária, formação de imagens falsas, queimadura e hemorragia na retina. Apontar canetas de laser para aviões é crime com pena prevista de até 12 anos.

Fonte: Cidadeverde.com / Hérlon Moraes

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