A posição foi anunciada durante entrevista em Brasília. O jornalista Délio Rocha participou da coletiva e tanto Aécio Neves como Tasso Jereissati responderam questionamentos do repórter da TV Cidade Verde.

Hoje, líderes do PSDB estiveram reunidos para fechar posição sobre a reforma política. A proposta do fundo partiu do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e prevê o uso das isenções fiscais concedidas aos canais que exibem as propagandas. O montante está estimado em cerca de R$ 1 bilhão em isenções.

De acordo com o senador Aécio Neves acabar com os programas partidários gratuitos seria uma solução para evitar grandes custos orçamentários para as eleições do ano que vem.

“Nós acabaríamos com os programas partidários e poderíamos sim alimentar esse fundo eleitoral sem que haja necessidade de custos orçamentários para isso. Temos que encontrar uma forma mínima de financiar em valores menores as eleições do ano que vem e me parece que essa proposta que o senador Caiado apresenta, de todas que insistimos até hoje, é a mais adequada e o PSDB optou nessa reunião por fechar questão em apoio a ela.” enfatizou Aécio Neves.

A possibilidade de empresas doarem para candidatos foi declarada inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal), com o argumento de que esse tipo de financiamento desequilibra a disputa em favor do poder econômico. Aécio também acrescenta que o PSDB defenderá para as eleições de 2018 a volta do financimento privado de campanha, desta vez restringindo as doações. “Nós defenderemos adiante a discussão do financiamento privado em limites muito mais restritos do que o que é estabelecido atualmente”, completou.

Questionado pelo jornalista Délio Rocha sobre uma possível divisão no partido em relação ao nome de Tasso Jereissati na presidência da sigla, Aécio defende que sua escolha pelo senador está mantida e que o partido estará unido. Segundo ele a ajuda está garantida até as convenções em dezembro, quando deve ser apresentado o candidato da sigla à presidência.

Aécio completa ainda que as pretensões do prefeito de São Paulo João Dória (PSDB), de concorrer à presidência em 2018 são legítimas, mas que o candidato só será definido nas convenções no final do ano.

“O excesso de quadros nunca foi um problema para o PSDB, esse é um problema que outras legendas gostariam de ter e não tem. Temos outros nomes também colocados e no momento certo o candidato do PSDB deve ser o que tem melhores condições unir o partido, reconectar o PSDB com a sociedade e principalmente vencer as eleições”, concluiu.

Partido não está dividido

O presidente interino do PSDB Tasso Jereissati enfatizou que o partido não está dividido e que existem apenas divergências. Diplomático, o senador negou qualquer desentendimento. “Graças a Deus temos divergência pois o partido que tem pensamento único é o partido comunista nós estamos expostos a variedade de ideias e essa discussão é que leva à convergência de um ideal em comum”.

Questionado por Délio Rocha sobre a divisão, o senador defendeu ainda que mesmo que uma ala do PSDB defenda a saída do partido do Governo, a questão já é uma ‘página virada’. “O presidente da República está a vontade pra fazer o que quiser. Nossa posições não dependem disso e nossa agenda continua independente de qualquer coisa” enfatizou.

Fonte: cidadeverde.com / Rayldo Pereira

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